Existirão a alma, o espírito? e seres extraterrestres? - qual a verdade sobre o ET de Varginha? - O que um amigo viu, em uma cálida noite de verão, enquanto namorava com a esposa no romântico terraço de sua casa, terá sido um disco voador? Existindo o espírito que sobrevive à morte física, poderá ocorrer a comunicação dele com outros espíritos que ainda penam neste vale de lágrimas ( e não são apenas os corinthianos...)?
Este mundo já veio feito, como os bolos comprados que hoje se comem naqueles chatos aniversários do filho de um conhecido, um cunhado, etc., ou, à moda antiga, este mundo foi feito em casa, pelo bondoso velhinho, o único que tem (tinha) a receita? Onde estariam nossas almas antes de nascermos? E se minha mãe e meu pai não tivessem se encontrado, existiria minha alma ou ela foi criada no momento do nascimento? Será que, ao dar o próximo passo, o chão ainda vai estar lá?
O que se pode dizer é: "só é certo que estou vivo e que um dia vou morrer" - ainda assim, a última parte é um pressuposto. Passamos a vida envoltos em inúmeros pressupostos. Muitos inevitáveis para a vida prática, outros para a vida interior, mas muitos desnecessários, principalmente em função do que o indivíduo em linhas gerais crê. Quem acredita que o dia 13 é dia de azar e por isso não deve sair de casa, poderá simplesmente estar restringindo sua liberdade em muitos dias de sua vida. Existirá algo chamado estranboscolóspiu?
Por outro lado, quem não crê em espíritos nem precisará se preocupar com muitas questões, como, por exemplo, se eles se comunicam ou não com este mundo. Também não terá medo de passar em frente de um cemitério à noite ou mesmo nele entrar.
Ao se crer em algo, isso é dado como pressuposto para o agir, para viver. Para aquilo que não dá para saber, como nos exemplos acima, a posição mais "lógica" é a cética, não apenas no sentido de por em dúvida, mas ir além, e ignorar, não tornar a vida dependente de uma opinião à respeito.
Desta forma, a conclusão que se tira é: o melhor é reduzir os pressupostos ao mínimo necessário, evitando perder tempo e ter desgastes mental e emocional com aquilo para o qual puder deixar de estabelecer pressupostos.
Quem menos crê mais livre é
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
7 comentários:
Amigo V., interessante seu texto. Tenho uma pergunta, cuja resposta você poderia postar: qual o número mínimo de pressupostos? Se for zero, o que poderia ser elaborado a partir daí? Se for diferente de zero, quais são seus pressupostos mínimos? O que foi elaborado a partir deles? Abração. Skywall.
Caro MuroCeleste,
É uma questão muito boa para pensar. Assim, de imediato, me parece que é apenas um: o mundo existe. Poder-se-ia pensar, na linha de Descartes, que seria necessário o eu existo. Mas ai é autoreferência. Creio que é desnecessária - mas a pensar.
De qualquer maneira, há tantas pessoas que creem em tantas coisas, como bater 3 vezes na madeira para não dar azar, crer em leitura de mãos, crer em deuses, que, uma boa redução, sem precisar chegar a esse mínimo, já seria um grande melhoria de vida.
V.Hernandez
O pressuposto é mera preconceituação de algo a ser discutido, conceituado,debatido...A eterna roda viva da Hipótese,Tese e Síntese...
Sôbre a existência, base do pressuposto mínimo, que é a vida, inúmeros pressupostos podem ser emitidos, daí o um passa a ser todos...o individual passa a coletivo, essa transformação dinâmica é que gera a pressuposição da convergência pontual dos extremos em direção ao pensamento... a única forma de vida que vive independentemente do indivíduo...
Há controvérsias. Crer em demasiadas coisas, não é legal, porque nos distrai, desgasta e nos faz perder tempo. E aquilo que há de querermos, devemos crer, mesmo quando tudo está perdido. Todavia, somente a crença aliada ao fazer, é que conquista. Foram os pressupostos, que levaram o homem até a Lua. Ainda assim, graças à dádiva das diferenças e dos diversos quereres e pressupostos, é que fazem o caminho da humanidade.
Cara Kátia,
Obrigado pelo seu comentário. Creio que essencialmente estamos de acordo: também acho que há um mínimo de crenças necessárias à vida e passar além desse mínimo é prejudicial, reduz nossa liberdade de escolha. Fica por conta de cada um escolher quais são as crenças realmente necessárias à sua vida.
Assim, o importante é a troca de idéias e seu interesse é muito estimulante e bem vindo.
Valter Hernandez
O pressuposto mínimo é acreditar em si próprio, no que se quer ou o que não se quer da vida... acho que o resto é perda de tempo.... acreditar em santos, em duendes, em horóscopo, em fantasmas.......
Como bem diz o termo pressuposto, entenda-se: o que antes de se conceituar ou proposicionar, supõe-se. Supor é pôr abaixo ou introduzir sob. Daí a terminologia sobre pressuposto envolve no final da avaliação uma hipótese em busca de uma demonstração. Ora, segundo o círculo hermeneutico de Heiddegger, qualquer pressuposição só é valida, se for verdadeira. Como a verdade é relativa deduz-se pois que pressuposições são relativas e como tal, indefiníveis, improváveis.Elocubrar sobre pressupostos segundo Wittgenstein,
é pura Tautologia...
Postar um comentário